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Barragem de Odelouca

caudal máximo

1513 m3/s (cheia com T = 5000)

cota de coroamento

92

comprimento (em planta)

167 m

largura

30 a 16 m

desnível

50 m

Poderá também abastecer o Sotavento, uma vez que os dois sistemas encontram-se ligados por uma estação elevatória reversível.

O fornecimento de água a partir da Barragem de Odelouca irá permitir aliviar o esforço sobre os recursos hídricos subterrâneos e libertar a Barragem do Funcho para o fim com que foi concebida, a agricultura.

A Barragem de Odelouca apresenta um perfil de aterro zonado, dispondo de um núcleo central vertical e simétrico constituído por solos residuais provenientes de xistos, e por maciços estabilizadores compostos por xistos ripáveis e por enrocamentos de sienito no maciço de montante.

Este perfil tira partido dos materiais de empréstimo existentes na área da albufeira (solos residuais e xistos, ripáveis), minimizando, desta forma, a utilização de outros materiais ocorrentes fora daquela área, cuja exploração acarretaria impactes ambientais negativos. Atendendo à grande dimensão da obra e às características geotécnicas da fundação, dotou-se a barragem de uma galeria de injecção e inspecção alinhada com o eixo da barragem e fundada no substrato resistente.

A barragem dispõe de um sistema de drenagem formado por um filtro chaminé que se prolonga sub-horizontalmente por um tapete drenante situado no fundo do vale, envolvendo uma galeria de drenagem, e de uma cortina de impermeabilização na fundação, atingindo profundidades da ordem de 20 - 35m, a qual se prolonga pelos encontros. Esta cortina desenvolve-se ao longo da margem direita, numa extensão da ordem de 1,1km, atendendo à presença de um acentuado meandro da ribeira junto da secção da barragem.